segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Nuvens...

As nuvens escondem o sol... ele não brilha mais.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Tô bem de baixo prá poder subir
Tô bem de cima prá poder cair
Tô dividindo prá poder sobrar
Desperdiçando prá poder faltar
Devagarinho prá poder caber
Bem de leve prá não perdoar
Tô estudando prá saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar

Eu tô te explicando
Prá te confundir
Eu tô te confundindo
Prá te esclarecer
Tô iluminado
Prá poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar

Suavemente prá poder rasgar
Olho fechado prá te ver melhor
Com alegria prá poder chorar
Desesperado prá ter paciência
Carinhoso prá poder ferir
Lentamente prá não atrasar
Atrás da vida prá poder morrer
Eu tô me despedindo prá poder voltar

Tom Zé

domingo, 21 de janeiro de 2007

O linear se desmancha no ar.

Eu acredito em coisas lentas. Persisto por lugares calmos, a procura de algo pouco perene, afável, ácido, e ao mesmo tempo doce e áspero. O efêmero descarto logo de cara, apesar de às vezes me sentir bem com um porre rápido e desconcertante. Todo mundo desce ao inferno para tirar sarro do demônio, quem não arriscou-se? Duvido na linearidade, vejo o sobe e desce das montanhas, o mundo nunca foi linear. Todos somos compostos de curvas, altos e baixos. Ascensão e queda são palavras complexas mas tão fáceis de serem vividas. Dá até uma certa repulsa pensar que exista alguém que viva o tempo todo a linearidade. Não que ela seja ruim ou soberba, mas me incomoda o fato de alguém nunca perder o equilíbrio, ou nunca correr riscos. Não que à não-linearidade se remeta ao inconseqüente ou ao impulso rápido dos sentidos, mas a vontade de experimentar o novo. Experimentar tambáem nao significa trocar o certo pelo duvidoso ou ser rápido e fustigante ao ponto de não perceber o que se está experimentando. Significa sentir, olhar, ir pertinho, sentir o cheiro, provar o gosto - leve, sem pressa - mostrar que o gosto não se limita à coisas conhecidas e facilmente perceptíveis. Há algo, nota-se algo, tem alguma coisa estranha com o vento batendo na copa das árvores, no clarear dos dias, na chuva da noite, nos arrepios dos pelos do braço. Ainda assim, tudo continua calmo como as paisagens coloridas do Kurosawa. Uma calmaria de movimentos e falas com o sentimento intenso da dança flamenca. Viver o novo desperta para o surpreendente, o ver para crer. A mistura da calma com a intensidade gera um sabor genuíno, o gosto da descoberta. A surpresa e o sorriso no final do dia ao deitar a cabeça no travesseiro.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Realidade...

Santa Maria... cidade de vestibulandos, almas que passam, se acomodam e alçam vôo. Tudo é meio rápido por aqui, dura em média 5 anos... algumas almas penadas ficam vagando por mais tempo e outras por bem menos. Uns odeiam, outros amam, outros nem sabem o que querem.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Versos V

Tentei escrever um soneto
Minha amada leu e detestou
Pois eu não tinha noção
De como ver a simples perfeição

Ela

Pasmo por senti-la no ar
Pasmo por vê-la voar
Morto por nota-la sem dono
Calado por mentir para o próprio ego

Surge esbelta
Cresce feito rosa em chão pueril
Se mantém com meu olhar
Morre para nascer como melancolia

Noto meu cansaço
Ao segura-la em meu sonho
Ao persuadi-la para minha cama
Vem meu amor pois minha morte chegou.

Versos IV

Chupando o vento
Descobri o que estufa
Provando o mofo
Descobri o velho
Lambendo o escarro
Descobri o nojo
Tocando minha boca na sua
Descobri a morte

Versos III

Tuas curvas lembram meu paraíso
Onde quem mora não vai embora
Olho de tudo e você adora
Continuo vendo teu sorriso

Versos II

Decoro seu corpo como um mapa
Na minha cama o vejo
E meu acolchoado que o tapa
É descoberto pelo meu beijo

Versos I

Vejo teu seio
Escondo na minha mão
Espalha-se teu sabor por minha pélvis
Vejo seu púbis
Escondo com minha barriga
Enxergo sua bunda
A encosto na parede
Está feito o desatino

Dançando...ainda Tarantino.

Não tenho dançado ultimamente, mas tenho sonoras lembranças com Pulp Fiction. Acontece que agora o som não é mais Chuck Berry, mas Yeah, Yeah, Yeahs...e a música é Phenomena. Lá vai ela em um movimento corporal ofuscante, uma luz incrível. Vejo sua silhueta, sua forma corpórea, não há ninguém perto. Ela ofusca tudo, inclusive a mim. Ela vem em minha direção, não sei o que faço. Pronto, quando percebo estou dentro do Pulp Fiction novamente, não mais como Vincent Vega, mas como eu mesmo. Ela continua pisando leve como se não tivesse nada a segurando, parecia voar. Eu participando agora de tudo isso, fico em transe. Estou hipnotizado, mudo, agora não posso mais configurar minhas vontades, estou à mercê dela.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

A menina que não existe...

Eu estava sonhando com Pulp Fiction, sonhava que era Vincent Vega, meu cabelo remontava os sonoros tempos da minha adolescência cabeluda... não esperava por ninguém, apenas sentia um eflúvio qualquer, aproveitei, sei disso, mas não queria encontrara ninguém. Eu estava acompanhado, não era nítido para mim, não me via nela, apesar de ela ser uma ótima companhia, não nego, gostei do momento. Só que as vezes há situações em que exite uma luz....que ofusca qualquer outra...era o outro dia e a menina que não existia passeava por lá... mas ela ofuscou meus olhos , não vi mais nada só a luz dela...